Campus Paulo Freire da UFSB sedia 1º Seminário do Núcleo de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica do Extremo Sul da Bahia
Encontro reuniu instituições parceiras do projeto para planejar as próximas ações do núcleo

Fonte: Arquivo do NEA-ESB
Na última sexta-feira, 29 de maio, o Campus Paulo Freire da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Teixeira de Freitas, recebeu o 1º Seminário Interno 2026 do Núcleo de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica do Extremo Sul da Bahia (NEA-ESB). Das 8h às 17h, no Complexo II, Sala C102, o encontro reuniu pesquisadores, técnicos e estudantes das instituições parceiras UFSB, UNEB, IFBaiano e Escola de Agroecologia Egídio Brunetto para debater e planejar as ações do núcleo.
A manhã foi dedicada a um minicurso sobre a plataforma KoboToolbox, ferramenta digital de coleta de dados usada em pesquisas de campo e diagnósticos rurais participativos. A formação foi coordenada pela professora Anna Raquel Sanchez e abordou aspectos básicos e práticos, quando os participantes conheceram a plataforma, configuraram formulários e simularam coletas offline com coordenadas geográficas usando o aplicativo KoboCollect. A capacitação prepara a equipe para as etapas de campo, quando serão realizados diagnósticos junto às comunidades do território.
À tarde, o seminário seguiu com Grupos de Trabalho sobre instrumentos de coleta de dados, usando a metodologia Café Mundial, e encerrou com uma Plenária para o planejamento das próximas etapas. Agricultores e comunidades tradicionais participarão do projeto nas fases seguintes, já no trabalho de campo.

Fonte: Arquivo do NEA-ESB
O que é o NEA-ESB
Criado entre 2015 e 2017 por meio de chamada pública do CNPq, o NEA-ESB foi inicialmente coordenado pelo Instituto Federal Baiano (IFBaiano), Campus Teixeira de Freitas. O núcleo atua nos 13 municípios do Território de Identidade do Extremo Sul da Bahia: Alcobaça, Caravelas, Ibirapuã, Itamaraju, Itanhém, Jucuruçu, Lajedão, Medeiros Neto, Mucuri, Nova Viçosa, Prado, Teixeira de Freitas e Vereda.
A região tem uma economia marcada pela agropecuária extensiva e pelas monoculturas de eucalipto, cana-de-açúcar e pastagens, que geram impactos sobre comunidades quilombolas, povos indígenas, pescadores artesanais e assentados da reforma agrária. O NEA-ESB nasceu para fortalecer experiências agroecológicas, apoiar produtores em transição para sistemas sustentáveis e promover o diálogo entre conhecimentos tradicionais e científicos.
Com a aprovação na nova chamada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em 2025 (Chamada CNPq/SG-PR/MDA/MDS/MEC/MPA/MPI/MS Nº 01/2025), o NEA-ESB entra em uma fase, sob a coordenação da UFSB. Ao longo de 30 meses, o projeto prevê diagnósticos participativos com as comunidades, um curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) de 160 horas em assistência técnica e extensão rural agroecológica, produção de materiais didáticos, apoio a feiras agroecológicas e a realização de uma nova edição do Encontro Territorial de Agroecologia. Para esta etapa do projeto, o orçamento total é de aproximadamente R$ 300 mil.
O projeto envolve como co-executoras a UFSB, a Universidade do Estado da Bahia (UNEB – Campus X), o IFBaiano (Campus Teixeira de Freitas) e a Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto (EPAAEB). Entre os parceiros estão a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Colegiado de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Extremo Sul (CODETER), as cooperativas COOPAESB e COOTAP, o Centro de Desenvolvimento Agroecológico Terra Viva e o Instituto Baiano de Desenvolvimento Ambiental ECOBAHIA.
O público que o NEA-ESB pretende colaborar inclui assentamentos de reforma agrária, comunidades quilombolas, aldeias indígenas e associações de pesca artesanal, entre outros.
O seminário de 29 de maio marcou o início das atividades desta fase do projeto. Nos próximos meses, a equipe começa o trabalho de campo junto às comunidades do território.
Texto: Frederico Monteiro Neves

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