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Covid-19: Cenário regional é avaliado no 43º boletim do Comitê Emergencial de Crise

  • Escrito por Heleno Rocha Nazário
  • Publicado: Sexta, 19 de Novembro de 2021, 15h40
  • Última atualização em Sexta, 19 de Novembro de 2021, 15h55
  • Acessos: 535

capa boletim CEC ufsbEm seu monitoramento dos dados da região do Sul e do Extremo Sul da Bahia, o Comitê Emergencial de Crise para Pandemia de Covid-19 da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) publicou a 43ª edição do Boletim do Observatório da Epidemia do Novo Coronavírus no Sul da BahiaO documento apresenta a situação nos municípios-sede e que abrigam a Rede Anísio Teixeira de Colégios Universitários (CUNI) da UFSB: Coaraci, Eunápolis, Ibicaraí, Ilhéus, Itabuna, Itamaraju, Nova Viçosa, Porto Seguro, Santa Cruz de Cabrália e Teixeira de Freitas e reforça dicas de prevenção para os membros das comunidades internas e externas à UFSB.

O documento, que se refere ao período obervado entre 16 de outubro e 12 de novembro de 2021, servirá de base para os Núcleos de Monitoramento dos casos de Covid-19  em avaliarem a oportunidade de operar mudança entre as fases de controle em cada campus (Ilhéus-Itabuna, Porto Seguro-Eunápolis e Teixeira de Freitas) com base em parâmetros pré-definidos. 

 

Situação Regional

A UFSB tem Unidades Acadêmicas em Ilhéus e em Itabuna (município-sede do Campus Jorge Amado) e Colégio Universitário em Coaraci, Ibicaraí, Ilhéus e Itabuna. Os quatro municípios onde a UFSB tem UA ou CUNI apresentaram Taxa de Ataque, isto é, risco de se infectar pelo SarsCov-2 ao longo do período pandêmico muito superior à média estadual (8.380,9 casos/100.000 habitantes) e nacional (10.360,6 casos/100.000 habitantes), com destaque para o valor alcançado em Itabuna (16.121,4 casos/100.000 habitantes) e Ilhéus (13.921,1 casos/100.000 habitantes).

Quanto ao risco de infecção nas duas últimas semanas (30/10 a 12/11), Ilhéus, Coaraci e
Ibicaraí apresentaram valores inferiores ao coeficiente da Bahia (2,82 casos/100.000 habitantes/dia), enquanto: Itabuna (4,01 casos/100.000 habitantes/dia) apresentou risco superior à Bahia, mas inferior ao Brasil (4,92 casos/100.000 habitantes/dia). Na comparação com as duas semanas anteriores (16 a 29/10), Ilhéus e Itabuna registraram aceleração da transmissão (+6,9% e +55,8, respectivamente). A Taxa de Reprodução efetiva do vírus foi estimada em 0,64 em Ilhéus, 0,83 em Coaraci, 1,46 em Ibicaraí e 1,66 em Itabuna em 11/12.


Quanto ao risco de morrer por Covid-19 ao longo de todo o período da pandemia, todos os quatro municípios onde a UFSB tem UA ou CUNI apresentam coeficientes de mortalidade (CM) superiores à média nacional (288,3 óbitos/100.000 habitantes) e estadual (181.9 óbitos/100.000 habitantes), com destaque para o valor alcançado em Ilhéus (360,8 casos/100.000 habitantes) e Itabuna (329,5 casos/100.000 habitantes).


Quanto ao risco de morrer por Covid-19 nas duas últimas semanas (30/10 a 12/11), apenas Itabuna (0,17 óbitos/100.000 habitantes/dia) apresentou risco de morrer superior à média da Bahia (0,04 óbitos/100.000 habitantes/dia) e do Brasil (0,10 óbitos/100.000 habitantes/dia). Na
comparação com as duas semanas anteriores (16 a 29/10), apenas Itabuna apresentou variação positiva (+150,0%). Os demais municípios não registraram óbitos no período. Na Região Imediata de Ilhéus-Itabuna, Ibicaraí (2,8%) apresenta Taxa de Letalidade igual à do Brasil (2,8%), enquanto Coaraci (2,5%) e Ilhéus (2,6%) apresentam Taxa de Letalidade inferior à do Brasil, mas superior à média da Bahia (2,2%) no acumulado até 12/11. Itabuna apresenta taxa de letalidade (2,0%) inferior à média estadual.

Consulte mais dados na edição atual do boletim.

 

Síntese dos achados 

A pandemia de Covid-19 ainda não acabou. Ao contrário, pode-se dizer que voltou a acelerar no mundo. A boa notícia continua sendo a queda pronunciada no registro de óbitos (queda de -36,8% no Brasil e de -19,5% na Bahia) e a estabilidade dos indicadores de incidência de casos (queda de apenas -12,1% no Brasil e de -4,2% na Bahia) na comparação das duas últimas semanas (30/10 a 12/11) com as duas semanas imediatamente anteriores (16 a 29/10). Apesar do avanço da vacinação no país, cerca de 40% da população permanece sem esquema vacinal completo.


Entretanto, as médias escondem diferenças nas dinâmicas de cada região e município. Em nossa Região Intermediária, observa-se mudança de tendência da epidemia, com aumento de +3,3% no número de casos e de +23,1% no número de óbitos por Covid-19. Merecem especial atenção das autoridades sanitárias municipais as seguintes situações observadas:


1) Eunápolis, Porto Seguro, Santa Cruz de Cabrália, Teixeira de Freitas e Nova Viçosa apresentaram risco de infecção nas duas últimas semanas (30/10 a 12/11) superior à média baiana e do Brasil, com destaque para os valores alcançados em Santa Cruz de Cabrália e em Porto Seguro, enquanto Itabuna e Itamaraju apresentaram risco de infecção por Covid-19 superior à média da Bahia, mas inferior à média do Brasil;


2) Na comparação com as duas semanas anteriores (16 a 29/10), Itabuna (+55,8), Eunápolis (+38,9%), Porto Seguro (+31,9%) e Ilhéus (+6,9%) registraram aceleração da transmissão do Sars-Cov-2;


3) Em 11/12, Taxa de Reprodução do vírus na Região Intermediária foi estimada em 1,27, com destaque para: 1,67 em Eunápolis, 1,66 em Itabuna, 1,49 em Teixeira de Freitas, 1,46 em Ibicaraí e 1,37 em Porto Seguro;


4) Quanto ao risco de morrer por Covid-19 nas duas últimas semanas (30/10 a 12/11), Itabuna, Porto Seguro, Santa Cruz de Cabrália e Nova Viçosa apresentaram risco de morrer por Covid-19 superior à média do Brasil, enquanto Eunápolis e Teixeira de Freitas registraram coeficiente de mortalidade inferior ao Brasil, mas superior à Bahia;


5) Na comparação com as duas semanas anteriores (16 a 29/10), Porto Seguro (+400,0%), Santa Cruz de Cabrália (+200,0%), Itabuna (+150,0%), Nova Viçosa (100,0%) e Teixeira de Freitas (100,0%) registraram aumento de óbitos.

Consulte mais dados na edição atual do boletim.

 

Recomendações

O alerta vindo da Europa, onde se observa uma “pandemia dos não vacinados” e o necessário retorno de rigorosas restrições à circulação de pessoas, aponta para a necessidade de campanhas de vacinação, a exigência de passaporte vacinal para atividades em ambientes fechados e/ou
de grande concentração de pessoas, o uso de máscaras em locais fechados e locais abertos com aglomeração, preservação de distanciamento físico e higiene constantes das mãos

Neste sentido, RECOMENDA-SE:


• 
AOS GOVERNOS: transparência na divulgação das informações relativas à epidemia e à capacidade do SUS de atendimento; conscientizar as pessoas sobre a importância da higiene das mãos e das medidas de distanciamento social; incentivar o uso de máscaras; identificar os casos e fazer isolamentos localizados; calibrar a suspensão das medidas; que se mantenha a Taxa de Ocupação de UTI abaixo de 70%; e a intensificação da vacinação.

• AOS MÉDICOS: a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) não indica tratamento farmacológico precoce para COVID-19 (nem cloroquina, nem  hidroxicloroquina, nem ivermectina, nem azitromicina, nem nitazoxanida, nem corticoide, nem zinco, nem vitaminas, nem anticoagulante, nem ozônio por via retal, nem dióxido de cloro), apenas medicamentos sintomáticos, como analgésicos e antitérmicos (paracetamol e/ou dipirona);

• A TODOS OS INDIVÍDUOS: uso de máscara; distanciamento físico de 1,5m ou 1,8m; higienização das mãos; não participar de aglomeração; manter ambientes ventilados/arejados; paciente com sintomas “gripais” deve ficar em isolamento e colher PCR nasal; vacinar-se quando chegar sua vez, completando o esquema vacinal (duas doses ou dose única).

 

Dicas de prevenção

Nesta edição, a equipe do Observatório da Epidemia comenta sobre a administração da terceira dose das vacinas de RNA mensageiro da Pfizer/BioNTech, das vacinas de vetor viral da Janssen ou da AstraZeneca contra a Covid-19 para os adultos maiores de 18 anos de idade. Verificou-se a necessidade de mais uma dose em virtude do ressurgimento das ondas de transmissão da doença em vários países, aliando-se a virulência da variante delta. Tal decisão baseia-se na potencial diminuição da imunidade ao longo do tempo e na redução da eficácia contra a nova variante viral.

Consulte mais dados na edição atual do boletim.

 

 

Vacinômetro

Vacinômetro tem o intuito de informar o quantitativo de pessoas vacinadas com a primeira e segunda dose das vacinas contra a Covid-19 nos municípios em que a UFSB está inserida. É produzido, quinzenalmente, pelo Setor de Promoção à Saúde Estudantil, da Coordenação de Qualidade de Vida (CQV), da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas (PROAF), mediante dados disponibilizados no site da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia. Nesta edição, o vacinômetro traz um panorama da situação vacinal em municípios do Sul da Bahia, até o dia 19 de outubro de 2021.

 vacinometro ate 16 11 2021

 

Documento relacionado

43ª edição do Boletim do Observatório da Epidemia do Novo Coronavírus no Sul da Bahia (19/11/2021)

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