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Fórum trata sobre Feminicídio no sul da Bahia

  • Publicado: Terça, 25 de Setembro de 2018, 13h25
  • Última atualização em Terça, 25 de Setembro de 2018, 16h47
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O Brasil ocupa o quinto lugar no ranking de homicídios contra as mulheres. A Bahia está entre os estados que apresentam as maiores taxas de violência contra a mulher (9,08 %). Itabuna é o município com o maior número de registros de violência contra as mulheres, depois da capital, Salvador.

A partir desses dados alarmantes, o Programa de Pós-graduação em Educação e Relações Étnico-Raciais (PPGER/Campus Jorge Amado), em parceria com o projeto de extensão Ser - Mulher / UESC, realizou o "I Fórum sobre Feminicídio e a questão racial no sul da Bahia - Qual o papel da universidade diante do feminicídio e da violência de gênero?", no dia 20 de setembro, no campus Jorge Amado (Itabuna)

O evento foi iniciado com o grupo “CIA Trapizonga de Teatro”, com uma apresentação retratando dilemas e situações da vida real em que a violência contra a mulher se faz presente. Logo em seguida, compuseram a mesa de abertura a professora Célia Regina da Silva, coordenadora do evento; Gilmara Oliveira, Vice-Decana do IHAC; Aline setenta, representante do Ser - Mulher da UESC; soldada PM Renata Santos; Kaliana Fontes, representando o SPM Bahia; Daiane Costa, representando o coletivo de mulheres Maria Aparecida; Paula Regina, representando o Conselho da Mulher de Ilhéus; e Ize Duque, representando a PROSIS da UFSB.

A mesa se iniciou com uma mensagem da Reitora da UFSB, Joana Guimarães, falando sobre a importância da abordagem da temática diante da gravidade e dimensão que vem ocupando na sociedade. Ela ainda pontuou dados preocupantes: de acordo com o 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é assassinada a cada duas horas, levando o Brasil a ocupar o 5º lugar no mundo para assassinato de mulheres, em especial às mulheres negras.

Em sua fala, Gilmara Oliveira reiterou que os números citados podem ser ainda maiores por dois motivos: a falta coragem para denunciar e a precariedade para realizar a denúncia. Kaliana Fontes explicou que a sociedade ainda tem pouco conhecimento sobre os tipos de violência, acreditando existir apenas a violência física e sexual, esquecendo outros tipos, como violência a psicológica, a patrimonial e/ou a moral.

A programação englobou a mesa “A Voz do Estado”, com Lívia Vaz, Promotora de Justiça do Estado da Bahia, abordando a questão histórica sobre direitos, a escravidão e a questão de raça e gênero.

Ela lembrou que o feminicídio é um crime anunciado, de mulheres que já estão em relações abusivas, violentas, que não conseguem encontrar uma rota de fuga. A Promotora de Justiça de Itabuna, Cleide Ramos, também esteve na Mesa e fez um histórico conceituando a palavra “patriarcado” e sua ligação com o tema.

No período da tarde, houve a reunião de Grupos de Trabalho com os subtemas “Prevenção ao Feminicícídio”, “Processo de Judicialização”, “Acompanhamento às famílias de vítimas ao Feminicídio”, e as Oficinas “Teatro Negro um espaço de Identidade”, “Dança Afro” e “Decolonizando o corpo LGBTQ+”.

 

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