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UFSB recebe prêmio por políticas afirmativas de fortalecimento da diversidade cultural da população LGBT+

  • Publicado: Segunda, 10 de Setembro de 2018, 15h37
  • Última atualização em Segunda, 10 de Setembro de 2018, 15h38
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A Universidade Federal do Sul da Bahia foi agraciada, no último domingo, 9, com o Prêmio da Ordem de Honra ao Mérito da Diversidade Cultural LGBT pela aprovação das cotas para pessoas trans na graduação. A condecoração foi concedida pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), em cerimônia realizada no saguão do Teatro Castro Alves, em Salvador.

Ao receber o prêmio, a reitora da UFSB, professora Joana Angélica Guimarães da Luz, destacou que a criação das cotas para pessoas trans nos cursos de graduação da UFSB foi um pequeno passo em relação à população LGBT+ do Sul e Extremo Sul da Bahia. “Precisamos ampliar ainda mais nossos esforços para que a inclusão que queremos realmente aconteça; para isso, ainda há muito a ser feito”, avaliou.

A reitora ressaltou o papel e o ativismo do professor Rafael Guimarães na conquista das cotas que levaram ao prêmio e em outras ações importantes na relação entre a UFSB e a comunidade LGBT+, convidando-o a falar no momento de recepção do prêmio.

Em seu pronunciamento, o professor Rafael Guimarães afirmou que ainda é necessário trabalhar para a ampliação das ações afirmativas para os concursos públicos na UFSB e em outros órgãos públicos. Ele relatou aos presentes a alegria de ter a primeira pessoa travesti a ser aprovada em um concurso para docente na UFSB.

Rafael Guimarães realçou o papel dos coletivos da UFSB que lutaram para a implementação das cotas. O professor reafirmou a relevância da Carta de Itabuna, documento formulado pelos coletivos e por outros(as) militantes durante o I Fórum Social da UFSB, realizado em 2015, exigindo a adoção do nome social na universidade, dentre outras pautas.

As instituições públicas e entidades da sociedade civil que também receberam o prêmio salientaram a importância desse reconhecimento por um grupo tão expressivo e comprometido como o GGB. Representantes de diferentes organizações sinalizaram a responsabilidade que toda a população tem com as próximas eleições e a necessidade dos grupos LGBT+ insistirem na luta pela garantia dos direitos já conquistados.

Para a reitora da UFSB, o prêmio é uma aprovação e confirma o esforço de uma universidade que, “desde o início, pensa nas questões sociais, no reconhecimento dos direitos de populações e comunidades que foram sempre negligenciadas. A universidade começa atrasada, mas ainda bem que começa a reconhecer as populações vulneráveis e a pensar em políticas que possam andar junto com essas pessoas no sentido de fortalecer as lutas para garantir seu lugar de direito na sociedade.”

O professor Rafael Guimarães avalia que a premiação é importante para a UFSB porque a universidade deu abertura para uma política afirmativa de vanguarda que tem significado tanto para as pessoas atendidas, que fazem parte de um grupo vulnerável cuja expectativa de vida é de 35 anos, quanto para a instituição. “A UFSB foi a primeira universidade a aprovar cotas para pessoas trans na graduação com apoio massivo do movimento estudantil, da Comissão de Políticas Afirmativas e tem um cursinho pré-Enem desde a perspectiva das pessoas trans para o acolhimento geral de outras pessoas”, explicou.

A professora Joana Guimarães considera que, no caso específico da população LGBT+, “extremamente marginalizada, que sofre todo tipo de ódio, no momento que a UFSB reconhece, enxerga essas pessoas, que viviam escondidas, e lhes possibilita estar na universidade pública, atua em conjunto com elas para que busquem seu caminho e façam a transformação junto com seus grupos.”

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O Pró-Reitor de Sustentabilidade e Integração Social, professor Sandro Ferreira, disse que o prêmio é muito importante para a UFSB porque formaliza o perfil da universidade, ancorado nas políticas de ações afirmativas. Ele acentuou que esse reconhecimento “fortalece a posição da atual gestão da UFSB, representada pela professora Joana, que tem interesse em fazer com que a UFSB realize a inclusão com políticas claras, para não apenas ter a presença de pessoas trans na universidade, mas para incluir os saberes dessas pessoas, assim como de outros grupos como indígenas, quilombolas, ciganos, dentre outros.”

Outro aspecto considerado pelo Pró-Reitor é a responsabilidade que vem junto com o prêmio. “A inclusão tem efeitos acadêmicos muito peculiares, mas esse desafio é mesmo o melhor caminho”, assegurou.

O professor Sandro Ferreira destacou o compromisso da gestão com a temática, o trabalho da Diretoria de Promoção da Diversidade, ligada à PROSIS, e todo um conjunto de ações que vêm sendo desenvolvidas, como a campanha TRANSforme UFSB, em parceria com a Pró-Reitoria de Gestão Acadêmica (PROGEAC), o cursinho para pessoas trans, o uso dos banheiros, a qualificação do nome social. Para o Pró-Reitor, a UFSB assumiu a ação afirmativa radicalizada e vai continuar esse processo como tarefa prioritária.

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