Presença do Manto Tupinambá: Diplomacia Ancestral e a Mulher Guardiã das Tecnologias
Aula Magna de Glicéria Tupinambá: 21/08 - quinta - 19h30
Local: UFSB - Auditório Monte Pascoal.
Nesta quinta-feira dia 21 de agosto, o PPGArtes/CFAC promove a abertura do II Encontro de Pesquisadores/as em Artes do Sul da Bahia, evento reúne artistas, mestres/as de saberes, pesquisadores/as e estudantes do Brasil e do exterior. A pesquisadora e artista Célia Tupinambá é a convidada para proferir a Aula Magna de abertura do encontro intitulada "Presença do Manto Tupinambá: Diplomacia Ancestral e a Mulher Guardiã das Tecnologias".

Glicéria Tupinambá, também conhecida como Célia Tupinambá, é da aldeia Serra do Padeiro, localizada na Terra Indígena Tupinambá de Olivença, no sul do estado da Bahia. Participa intensamente da vida política e religiosa dos Tupinambá, envolvendo-se sobretudo em questões relacionadas à educação, à organização produtiva da aldeia, aos serviços sociais e aos direitos das mulheres. Mestra em Antropologia Social pela UFRJ. Realizou o documentário Voz das mulheres indígenas (2015), dentre outros trabalhos na área audiovisual, e também a exposição Kwá Yepé Turusú Yuriri Assojaba Tupinambá / Esta é a Grande Volta do Manto Tupinambá, em Brasília (2021). O trabalho sensível e artivista em torno da história de feitura dos mantos, assim como as tradições de sua família e comunidade, ganhou repercussão nacional e internacional pela simbologia da memória do povo tupinambá e de sua resistência.
Lançamento de O manto é feminino, livro ilustrado de Glicéria Tupinambá a partir de desenhos de estudantes do Colégio Indígena Serra do Padeiro (CEITSP).
"O manto é feminino" é um livro ilustrado de Glicéria Tupinambá e ilustrado a partir de desenhos de estudantes do Colégio Estadual Indígena Tupinambá Serra do Padeiro (CEITSP). Voltado especialmente para crianças e adolescentes, a história se desenrola a partir do manto tupinambá e seu papel sagrado dentro da história deste povo, especialmente sua relação com as mulheres e no contato travado a partir da colonização. O livro compõe a coleção de materiais didáticos intitulada "Capanga de Aruanda" e seu desenvolvimento contou com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal da Bahia e foi editada a partir de uma rede de pesquisa que envolveu mestres do saber e pesquisadores das seguintes universidades do Norte e do Nordeste do país: a UFBA, a UFSB, a UFPB, a UFNT e a UFAC. A publicação foi contemplada nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

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