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COMUNIDADE TUPINAMBÁ NA CASA DA LENHA EM PORTO SEGURO

  • Publicado: Quinta, 25 de Novembro de 2021, 10h11
  • Última atualização em Quinta, 25 de Novembro de 2021, 10h11
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Na terça-feira 23 de novembro, pela tarde, a exposição “Kwá yapé turusú yuriri assojaba tupinambá / Essa é a grande volta do Assojaba Tupinambá”  na Casa da Lenha de Porto Seguro, recebeu a visita de uma delegação de 14 integrantes da comunidade tupinambá da Serra do Padeiro. Elas e eles acompanhavam Glicéria Tupinambá, principal artista da exposição, para encontrar o assojaba – manto tupinambá e descobrir as obras apresentadas ao redor dele. Glicéria Tupinambá participa também da equipe curatorial dessa exposição junto com Juliana Caffé,IMG 6751 Juliana Gontijo e Augustin de Tugny, professores do CFAC-UFSB. A presença da exposição na Casa da Lenha foi possibilitada pela Funarte que premiou esse projeto com sua apresentação na sala Fayga Ostrower, sede da Funarte de Brasília, em outubro.

A visita se desenvolveu acolhida e conduzida pela equipe de bolsistas de extensão do CFAC que colaboram na montagem local. A professora Juliana Gontijo encontrou as palavras certas que disseram da emoção de todas e todos em receber a comunidade Tupinambá na Casa da Lenha. Em seguida, a apresentação por Glicéria das obras presentes soube expor todo a importância da presença da comunidade da Serra do Padeiro nesse encontro. De fato, assim como ela nos revelou, a autoria do manto deve ser considerada como coletiva, inserindo em seu fazer a comunidade como um todo, ampliada a seu território e suas populações da fauna, da flora e à presença permanente dos Encantados. É nessa dimensão espiritual que a visita se concluiu com cantos e rezas ao redor do Assojaba, reverendo sua presença e a força que ele contém e dispensa à comunidade Tupinambá.

Esse momento intenso ecoou com o Toré que ressoava na sala Fayga Ostrower da Funarte de Brasília na abertura da instalação da exposição, dois meses atrás.

Nossa imensa gratidão à comunidade da Serra do Padeiro e particularmente à Glicéria Tupinambá que nos ofereceu uma lição plena sobre as muitas potências e agências das artes indígenas que nunca podem ser destacadas de suas dimensões espirituais.

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