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Pesquisa em enxertia e indução de florescimento permitirá exploração comercial de espécies nativas

  • Publicado: Quinta, 24 de Outubro de 2019, 22h12
  • Última atualização em Quinta, 24 de Outubro de 2019, 22h35

Pesquisa em enxertia e indução de florescimento permitirá exploração comercial de espécies nativas

coleta de enxerto Andrei e time ipe
O professor Andrei Nunes (Universidade Federal do Sul da Bahia), docente de Melhoramento Genético e Biotecnologia Florestal, está desenvolvendo uma pesquisa que permitirá a utilização econômica de espécies madeireiras silvícolas. A exploração comercial dessas plantas não era viável, até então, por conta de sua taxa de produtividade e longo prazo de maturação, algumas em torno de 20 anos. Outra restrição à essa exploração é que, mesmo em áreas de mata, essas espécies já se encontram esgotadas, retiradas de forma não sustentável pelo seu valor de mercado.

 

A parceria entre UFSB e a empresa Symbiosis Investimentos S.A. vêm buscando, através de técnicas de indução do florescimento e melhoramento genético, possibilitar a introdução de espécies como o jequitibá rosa, ipê-felpudo e claraíba no mercado consumidor de árvores.

“A indução do florescimento de árvores representa uma das etapas do programa de melhoramento genético florestal, que objetiva disponibilizar para o mercado consumidor árvores com maior produtividade e qualidade da madeira. Estes materiais são gerados a partir do cruzamento de indivíduos arbóreos selecionados quanto a características silviculturais de interesse, como tronco reto, grande diâmetro, elevada altura e boa qualidade da madeira.” diz, o professor Andrei.

Despertando esse novo segmento econômico, abre-se um grande potencial financeiro para o Brasil. Associa-se isso à reintegração de plantas nativas com maior produtividade, preservação e reflorestamento de matas. O que se tem é um cenário extremamente positivo, com ganhos em muitas frentes.

 

O segundo e não menos importante ponto para essa realização é a utilização da técnica de enxertia, que “o melhorista florestal resgate a árvore selecionada no campo e reproduza a mesma em pomar de cruzamento (estrutura que se assemelha a uma estufa) no vaso. Lá, as plantas enxertadas são conduzidas até atingirem porte ideal para receberem doses de reguladores de crescimento, que vão proporcionar a indução de florescimento precoce.”, relata o pesquisador.

Como resultado da combinação dessas duas técnicas, os experimentos obtêm sementes geneticamente superiores que originarão árvores mais produtivas, resistentes a pragas e doenças e com madeira de qualidade superior.

A geração de todo esse conhecimento e possibilidade de criação de um mercado totalmente novo só foi possível através dessa associação público-privada (UFSB-Symbiosis S.A.) e financiamento do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) proporcionando a formação profissional  dos estudantes de graduação e pós-graduação que compõem a equipe técnica do professor Andrei Nunes, como a estudante de doutorado em Produção Vegetal Aline dos Santos (Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC)  e os alunos de graduação da Engenharia Florestal da UFSB Marlon Garuzzo e Christian Aleph.

Na Symbiosis, o Gerente de Melhoramento Florestal Felipe Marques tem dado todo o suporte operacional de campo para coleta de enxertos. Para realização das enxertias e posterior indução de florescimento precoce, a equipe conta com o suporte estrutural temporário do Laboratório de Heveicultura do Centro de Pesquisas do cacau (CEPEC) da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC).

 

enxertos jequitibás

Foto: enxertos de jequitibá.

 

Texto: Anna Bastos.

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