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Princípios, objetivos e atribuições

Publicado: Quarta, 17 de Março de 2021, 15h52 | Última atualização em Quarta, 17 de Março de 2021, 15h59 | Acessos: 1267

Princípios

  • • a concepção freireana de extensão como comunicação, garantida por práticas horizontais recíprocas que favoreçam as trocas de saberes e experiências entre universidade e sociedade;

  • • a importância do conceito de popular na criação e implementação das políticas institucionais de extensão universitária;

  • • extensão envolve diálogo, troca, transdisciplinaridade, para além da divulgação ou da transferência de conhecimentos;

  • • a contribuição para o desenvolvimento local/regional/territorial, entendido em sentido amplo: social, humano, econômico, ambiental, cultural, científico, por meio da educação popular e do reconhecimento dos saberes, fazeres e sabenças culturais populares ;

  • • o respeito à pluralidade epistemológica e o reconhecimento da diversidade e polissemia de conhecimentos, saberes e fazeres dos grupos sociais historicamente marginalizados, excluídos;

  • • a adoção de práticas integradas e intertemáticas que observem as diretrizes da Política Nacional de Extensão, do FORPROEX, as demandas sociais e as políticas públicas locais/regionais/territoriais;

  • • o entendimento de que a sociedade deve ser assumida como local de ensino– aprendizagem e de produção de conhecimentos, assumindo a extensão como espaço de ações integradas e integradoras;

  • • a compreensão do compromisso social da universidade em perspectiva emancipatória, por meio de políticas de extensão e cultura que promovam a abertura ao outro e o fortalecimento de relações cooperativas entre universidade e sociedade;

  • • o fortalecimento de um projeto institucional de extensão que contrarie a fragmentação social e disciplinar vigente, almejando a transdisciplinaridade e epistemologias alternativas;

  • • a proposição, o acompanhamento e a avaliação de políticas públicas nos territórios de abrangência da UFSB, estimulando a participação da comunidade acadêmica no controle social, acentuando o papel de mediação da universidade entre diferentes atores sociais com vistas à transformação social;

  • • a relevância, para as práticas de extensão universitária, do espaço e do local como referências identitárias, de negociação e de desenvolvimento para a formação ética e socialmente comprometida dos/as estudantes;

  • • o apoio e o assessoramento a servidores/as que estejam desenvolvendo programas, projetos e ações de extensão e cultura.

  • • a referência à educação como transformadora da realidade, por meio de formação orientada para a consolidação de uma consciência reflexiva e crítica capaz de contribuir para a superação das desigualdades e para a justiça social;

  • • a convivência humanizada e humanizadora pela valorização do trabalho com a diversidade a partir da concepção de reciprocidade;

  • • a orientação das políticas de extensão a partir da concepção de ação social responsável desenvolvida em conjunto com as comunidades, os grupos e movimentos sociais e culturais;

  • • a concepção da extensão como processo educativo a ser construído a partir de matrizes formadoras orientadas pelo trabalho socialmente necessário;

  • • o entendimento de que processos formativos socialmente referenciados e associados a práticas extensionistas comprometidas permitem aos/às estudantes se situarem como agentes de transformação da sua realidade, incentivando o enraizamento afetivo e a permanência na região;

  • • a proteção de relevantes conquistas democráticas de setores da sociedade brasileira na forma de direitos garantidos pela Constituição de 1988, por leis, decretos e outros instrumentos jurídicos como políticas nacionais, estaduais e municipais, de órgãos gestores de políticas públicas, Planos de Educação, de Extensão, de Cultura, de Educação em Direitos Humanos, dentre outros.

Objetivos

  • • consolidar a indissociabilidade entre extensão, ensino e pesquisa, a partir da ideia de que conhecimento envolve, necessariamente, emancipação;

  • • elaborar a Política de Extensão, as diretrizes, os regimentos e as normativas que orientam as atividades de extensão da UFSB;

  • • coordenar, acompanhar e propor políticas de extensão e cultura em articulação com as diretrizes institucionais de ensino e de pesquisa;

  • • propor programas, projetos e ações de extensão e cultura com viés popular, social e territorialmente comprometidas em conjunto com a comunidade não universitária e com o Conselho Estratégico Social;

  • • localizar possibilidades de aprendizagens significativas extraídas da sistematização de experiências de extensão - realizadas em tempos e espaços formativos diversos -, preferencialmente com a presença de todos os sujeitos envolvidos nos processos dialógicos de organização do trabalho extensionista;

  • • estimular a sistematização e o desenvolvimento de pesquisas a partir das experiências vivenciadas nas atividades de extensão, promovendo a articulação entre o trabalho científico e demandas concretas da sociedade, considerando a necessária articulação entre os processos de apropriação/produção do conhecimento;

  • • elaborar, acompanhar, fomentar e coordenar a Política de Cultura da UFSB, contextualizada e pautada pelo respeito à diversidade sociocultural dos territórios Sul e Extremo Sul da Bahia;

  • • promover a autoavaliação crítica permanentedos sujeitos envolvidos em processos de extensão e cultura da UFSB, visando à articulação com o ensino, a pesquisa, a formação do/a estudante, a qualificação de servidores/as, a relação com a sociedade;

  • • impactar a formação e a ação profissional dos/as estudantes para que, a partir das experiências extensionistas realizadas em diferentes tempos e espaços de formação, desenvolvam o pensamento crítico e reflexivo, em articulação direta com as teorias e os conceitos aprendidos no(s) curso(s);

  • • criar as condições para incorporar representantes dos movimentos sociais e da comunidade não universitária nos mecanismos de consulta e proposição das políticas, planos, programas e projetos de extensão da universidade;

  • • incentivar a produção de soluções para as demandas sociais por parte das próprias comunidades, grupos e movimentos sociais em diálogo com a universidade, por meio de práticas extensionistas responsáveis e atentas ao papel de cada ator;

  • • formar sujeitos conscientes de que sua formação deve ser orientada para a cooperação, sensíveis à relevância de sua atuação social como construtores de um projeto popular, alternativo, de desenvolvimento;

  • • acompanhar, como instituição pública, laica, de caráter social e gratuita, as pautas dos movimentos sociais, priorizando o desenvolvimento de ações de extensão que visem à superação da desigualdade e da exclusão social.

Atribuições

  • • planejar, implementar, acompanhar, avaliar e atualizar as Políticas de Extensão e Cultura da UFSB;

  • • implantar o Programa Mestres de Saberes na UFSB, em diálogo com outras instâncias, conforme as competências;

  • • implantar e gerenciar o Instituto Motirõ, órgão complementar da Pró-Reitoria de Extensão;

  • • propor Programas Institucionais de interesse estratégico, alinhados ao Estatuto, ao PDI e ao planejamento da Pró-Reitoria;

  • • articular a Política Institucional Encontro de Saberes;

  • • planejar, implementar, acompanhar, avaliar e atualizar as políticas institucionais voltadas para o desenvolvimento de tecnologias sociais em conjunto com os grupos e as comunidades organizadas ou em processo de organização, no que diz respeito ao fortalecimento da economia solidária, incentivando processos de geração de renda e inclusão social;

  • • incentivar a formação de Núcleos de Extensão e Cultura na UFSB, a fim de fortalecer iniciativas da comunidade acadêmica por meio da constituição de redes organizativas do trabalho;

  • • assessorar comunidades, grupos e movimentos sociais na elaboração de projetos para que concorram a editais de fomento externos, desde que as propostas estejam afinadas às diretrizes da Extensão;

  • • dialogar com a comunidade acadêmica, a fim de acompanhar as demandas e os esforços para a efetivação das políticas de extensão;

  • • fomentar as proposições e incentivar a adesão a programas e projetos especiais de extensão e cultura, tanto internos quanto externos;

  • • promover audiências públicas sobre temáticas pertinentes e socialmente relevantes, em relação direta com órgãos do poder público das três esferas, com órgãos colegiados mmistos, com movimentos sociais e com entidades da sociedade civil;

  • • acompanhar e apoiar as representações da UFSB em órgãos colegiados gestores de políticas públicas;

  • • atuar, em consonância com os setores competentes, no diálogo, na proposição e na implementação de estratégias formativas orientadas para o trabalho socialmente necessário e pelo sentido de coletividade;

  • • promover e/ou apoiar atividades de extensão e cultura que contribuam para promover a interdisciplinaridade, promovendo articulações entre os diferentes tipos de atividades de ensino possíveis e questões sociais contemporâneas;

  • • participar da elaboração e atualização de normativas acadêmicas, tais como notas técnicas, pareceres, resoluções e instruções;

  • • propor indicadores mensuráveis para a Extensão da UFSB;

  • • representar a UFSB perante órgãos ligados à extensão universitária a exemplo o FORPROEX e o Colégio de Extensão (CoEx) da ANDIFES, dialogando com as Pró-Reitorias de Extensão de outras IES.

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