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Projeto de extensão estimula a agroecologia, a economia popular solidária e a integração social

Escrito por João Gabriel | Publicado: Terça, 08 de Outubro de 2019, 16h09 | Última atualização em Terça, 08 de Outubro de 2019, 21h13 | Acessos: 95

O projeto “Universidade e Extensão Popular: diálogos de saberes e práticas agroecológicas” vem construindo novas formas de relação entre a instituição universitária e a sociedade no campus Paulo Freire, em Teixeira de Freitas. Coordenado pelos professores Dirceu Benincá e Frederico Monteiro Neves o projeto visa promover a produção agroecológica; a comercialização direta; a economia popular solidária; a integração entre universidade, movimentos sociais do campo, comunidades tradicionais, agricultores/as familiares e sociedade em geral. O mesmo também pretende fortalecer o consumo consciente/sustentável e a responsabilidade socioambiental frente aos resíduos sólidos.

O espaço articulador do projeto de extensão é a Feira da Agricultura Familiar, que se realiza quinzenalmente desde o início de abril de 2018. “Em média, a cada edição a feira mobiliza cerca de cem pessoas, entre feirantes, compradores e participantes das diversas atividades que acontecem no local”, explica o professor Dirceu. Acerca dos vários pontos positivos do projeto, ele destaca “a aproximação e articulação da universidade com a comunidade local e regional”. Acrescenta que “a feira tem se constituído como um estímulo para a produção agroecológica nos assentamentos, para a prática da economia solidária e o consumo de alimentos saudáveis”.

Dirceu enfatiza que a feira tem despertado e fortalecido outras atividades de extensão, como é o caso do projeto “Do Lixo ao Luxo - educação socioambiental para o consumo ético, consciente, sustentável e inclusivo”, da professora Roberta Scaramussa da Silva, bem como o projeto “Educando para a Cidadania”.  “A feira também vem estimulando o surgimento de projetos de pesquisas, a produção de textos e a participação em eventos.  Inspirou ainda a criação do Curso de Pós-graduação em Agroecologia e Educação do Campo, que iniciou suas atividades em março desse ano com 30 alunos”. Esse curso é uma parceria entre Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB/ Campus Paulo Freire), Universidade do Estado da Bahia (UNEB/Campus X), Instituto Federal Baiano (IFBaiano/ Campus Teixeira de Freitas) e Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto (EPAEEB).

Igualmente, a feira tem sido um espaço importante para a realização de debates sobre temas diversos, círculos de cultura, rodas de conversa, atividades culinárias, artísticas e culturais. Com frequência ocorrem visitas de estudantes da rede pública e privada da cidade e região para participação de ações pedagógicas programadas. 

A metodologia utilizada na feira é participativa e colaborativa em todas as suas etapas. Após ser esboçado, o projeto foi apresentado a representantes de movimentos sociais do campo e de comunidades tradicionais da região. As contribuições surgidas a partir desse diálogo foram incorporadas à proposta. A preparação do espaço físico para a Feira da Agricultura Familiar também foi realizada de maneira cooperativa, em regime de mutirão, com a participação de trabalhadores e trabalhadoras do Movimento dos Sem Terra (MST) de assentamentos próximos a Teixeira de Freitas e um grupo de estudantes da UFSB que aderiram ao projeto. O planejamento de cada edição da Feira é feito de forma conjunta, colaborativa e dialógica entre a coordenação do projeto, lideranças do MST, apoiadores, feirantes e estudantes. Um grupo de estudantes de diversos cursos da UFSB participam em equipes de trabalho para divulgação da Feira, organização do espaço físico, comunicação, planejamento e coordenação de atividades artísticas, culturais e formativas, incluindo oficinas, exibição de documentários e debates.

Projetos como este mostram o quanto a extensão exerce papel fundamental na educação, pois promove a inserção do estudante e da própria universidade na sociedade, além de estimular a escuta das comunidades, parceiras ativas em todo o processo. “É determinante a visão que se adota para a extensão. Se ela for compreendida como mero ato de levar um conhecimento pronto até quem é visto como despossuído de conhecimento, a extensão pode se constituir em uma ação agressiva, impositiva e colonialista. Porém, se ela for entendida e praticada como uma comunicação dialógica e como uma troca de saberes, onde se respeita os valores e a cultura do outro, ela adquire uma perspectiva construtiva, democrática, libertadora e emancipatória”, conclui o professor.

E-mail do Responsável: dirceuben@gmail.com

Contato do Responsável: (54) 99241-6226

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